VANGUARDA NOTÍCIAS

Prorrogação – Lucas Romero: “Hoje minha família é a torcida do Cruzeiro”

Por Sergio Santos | 26/12/2018 16:45

Quando chegou ao Clube com 21 anos de idade, Lucas Romero não imaginava que aquela experiência se tornaria um caso de amor fraterno, coisa de família. Hoje, com 24 anos, além de ser o oitavo personagem da série “Prorrogação” e das grandes conquistas pelo Clube, o nosso polivalente jogador argentino se tornou um admirado “Hincha Del Cruzeiro”. Com 123 jogos disputados com a camisa celeste e três gols marcados, seja de volante ou lateral, o camisa 29 é uma das principais peças no time do treinador Mano Menezes. 

Romero só tem a agradecer pela grande temporada do Cruzeiro e principalmente da sua evolução como jogador profissional.“O nosso grupo todo está de parabéns. Tivemos um grande ano, conseguimos dois títulos muito importantes para o Cruzeiro. A diretoria e a comissão técnica fizeram muitos sacrifícios para montar um grande elenco e fomos mostrando dentro de campo a nossa força. Fico muito feliz por conquistar esses títulos pelo Cruzeiro e por participar de todo o ano, mesmo na maioria das vezes jogando improvisado, mas participando de muitos jogos e para mim foi muito importante”, declarou. “Acho que esse ano foi de muita evolução para mim. Jogar muitas vezes de lateral me fez melhorar a minha parte futebolística, daqui para frente não jogo somente de volante e para mim isso é muito importante. Saber que o treinador pode contar comigo, sendo como volante ou lateral, e isso vai me ajudar muito no futuro”, complementou o volante. A grande conquista do ano, e certamente uma das maiores da carreira do atleta, teve um capítulo final emocionante. Egídio acabou suspenso no primeiro jogo da decisão e coube ao volante desempenhar a função na lateral esquerda. Romero já havia jogado na posição ainda nas categorias de base do Vélez Sarsfield, seu ex-clube, e não queria ficar de fora da decisão. Resultado: grande atuação, com raça e técnica e caneco conquistado. Cruzeiro é Hexa!“Tinha falado com o treinador, ele conversou comigo, me transmitiu muita confiança. Já tinha jogado na lateral esquerda quando era mais jovem, na base do Vélez por um ano joguei na posição, e sendo na final não pensei outra coisa, ele me perguntou se estava pronto e disse que sim. Tudo isso para ajudar o time e também para jogar a final, não queria ficar de fora desse grande jogo. O ano todo a gente lutou e se esforçou para aquele dia e ficar de fora é um pouco ruim, então queria jogar de qualquer jeito. Graças a Deus deu certo, não tem muito o que falar, esforço, concentração, são jogos que muitas vezes a gente precisa ir na raça, e isso na final não pode faltar”, falou o argentino.