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G-6 é a meta, mas fugir do Z-4 é o real desafio

Por Sergio Santos | 11/08/2017 16:39

O Atlético terá 19 jogos para tentar fechar a temporada de uma maneira menos decepcionante. Cinco pontos separam o time do G-6 do Brasileirão e quatro da zona de rebaixamento. Após as eliminações precoces para o Botafogo, na Copa do Brasil, e diante do modesto Jorge Wilstermann-BOL, nas oitavas de final da Libertadores, conquistar uma vaga na disputa internacional do ano que vem virou obrigação, como deixou claro o presidente Daniel Nepomuceno. Mas, antes disso, os comandados de Rogério Micale terão a missão de afastar o temido fantasma do rebaixamento.

Com um time recheado de jogadores caros, como Fred, Robinho e Elias, o Atlético ainda não conseguiu o mínimo padrão esperado e conquistou apenas o Campeonato Mineiro. Quando foi testado em partidas que exigiram mais, o Galo decepcionou e deu adeus aos torneios mata-matas. Os resultados ruins, inclusive, deixam os bastidores do clube em ebulição, o que adiou as discussões da construção do estádio próprio no conselho. A situação também pode provocar mudanças no rumo da eleição, no fim do ano e que teria Nepomuceno como candidato natural à reeleição.

Para o professor do departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gilcione Notato, um dos responsáveis pelo site Probabilidades no Futebol, a próxima sequência de jogos será decisiva para as pretensões alvinegras. “Se não voltar a vencer, principalmente como mandante, o Atlético pode entrar na zona de rebaixamento e naquela espiral negativa de não conseguir mais sair. Fica sempre aquela desculpa de que a competição é longa mas, agora, poucos jogos. Não tem mais tempo a perder”, alerta.

Para ele, os pontos desperdiçados em seus domínios foram decisivos para o alvinegro ocupar a 15ª posição. “O Atlético é o pior mandante ao lado do Vitória e do Atlético-GO, que estão na zona de rebaixamento. Isso é uma situação inadmissível para um clube que sempre teve um time que dominava em casa”, completa Gilcione.

Lições. Em 30 pontos como mandante, o Atlético conquistou apenas oito, números que deixam o Galo bem distante do título. Para a coach especializada em esportes da Sociedade Brasileira de Coach, Fernanda Chaud Passarin, é normal o abatimento num momento de derrota, mas é preciso olhar para os resultados adversos como uma forma de se fortalecer. “O título não deve ser o único objetivo. É preciso pensar também no legado que o trabalho vai deixar para outras gerações e também tirar lições desta derrota para alcançar a próxima meta”, explica Fernanda.

Fonte: O Tempo